Nas águas de Rimbaud bebi
De suas palavras não me esqueci
E quem diria, sua história vivi
Passei uma noite no inferno
lá me tornei eterno,
comunguei com o Diabo
e de seu vinho amargo
tomei um trago
Virei a noite no ardor
Mas de seu fogo calor
Não tive medo ou pavor
A fúria noturna abracei
em sua onda me levei,
me perdi no pensamento
chorei como um rebento...
Sozinho no relento
O palhaço deixa o picadeiro.......................
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2 comentários:
Uma noite no inferno já é suficiente pra conhecer o Lucifer e ver que ele ainda tem asas...mesmo que negras como a noite do Poeta que numa temporada inteira conheceu o fogo que depois de arder transforma pedra em liquidas soluções.
...
Bebeste no inferno o amargo ardor do fim do crepúsculo eterno
...
Não lamentes aquele sentimento
ao relento,
gostei do escrito daquele momento.
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